Brochadas


Título:
Brochadas: Confissões sexuais de um jovem escritor.
Ficha técnica:
Número de páginas:
240 páginas
ISBN:
9788532529947
Editora impresso e E-book:
Rocco
Onde comprar:
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Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 como melhor autor estreante, Jacques Fux volta a embaralhar as fronteiras entre ficção e realidade em seu novo romance. No ousado Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor, propõe uma “Ilíada da impotência”, remontando ao passado da humanidade e a suas próprias origens judaicas em busca de respostas culturais, sociais, biológicas, místicas, artísticas e etimológicas para uma questão milenar: o funcionamento ilógico do pênis. Ao mesmo tempo, mergulha nas lembranças de seus amores passados – ou, mais especificamente, em seu currículo de brochadas – para traçar aquilo que chama de “autoanálise ficcional selvagem”.

Mais do que resgatar seus antigos relacionamentos, Fux transforma as ex-namoradas em coautoras da obra. Indagando-as sobre as respectivas brochadas com o protagonista-escritor, ele literalmente conversa, por e-mail, com suas personagens – conduzindo a narrativa a um território insólito e instigante, nos limites da criação.

O que é recordação e o que é fantasia? Em que momento o autor Jacques Fux sai de cena para abrir espaço a Jacques Fux, figura dramática? O que foi idealizado e o que foi de fato vivido? Não há respostas, pelo contrário: a intenção é exatamente confundir, provocar. Desde a abertura – onde deixa registrado que tudo ali “é verdade, exceto o que não invento” –, ele joga com os conceitos de metalinguagem e autoficção enquanto, evocando nomes como os de Flaubert e Montaigne, tece uma análise pungente e irônica do “eu” na literatura.

Seria o simples ato de contar histórias sempre uma forma de ficção, mesmo quando o objetivo é relatar fiel e detalhadamente um acontecimento? Como afirma o personagem-autor, “a literatura – assim como a vida, a memória e os momentos – é extremamente limitada e pobre”. Brochadas mostra que fato e imaginação são complementares e inseparáveis: é necessário viver, lembrar, esquecer, criar, escrever e brochar.